“Meu pai é um
grande homem, mas você devia ter conhecido a minha mãe”. Com estas singelas
palavras, o filho de um famoso cientista prestou uma grande homenagem a sua
falecida mãe. A mãe é o coração do lar. É ela quem torna o lugar feliz, e
também quem ensina aos filhos os primeiros conhecimentos sobre disciplina e
autocontrole.
A mãe não
somente provê as necessidades físicas necessárias à vida, mas também a
segurança emocional e espiritual, tão essenciais para o bem estar dos filhos.
Nós todos sabemos muito bem que a influência da mãe tem conseqüências eternas
quando se diz respeito à educação dos filhos. Ninguém melhor do que nós para
sabermos o que é melhor para eles. Ninguém no mundo pode ser, para o seu filho, melhor mãe do que você. E tento me
lembrar disso todas as vezes que acredito não ser boa o suficiente. Sabendo
disso, os líderes da Igreja aconselham que, sempre que possível, a mãe não deve
trabalhar fora de casa. O presidente Kimball declarou: “Algumas mulheres,
devido a circunstâncias imperiosas, precisam trabalhar. Nós o compreendemos.
Compreendemos também, que quando a família está criada, os talentos com os
quais fostes abençoadas por Deus podem ser muitas vezes postos a serviço da
humanidade. Todavia, não cometais engano de vos deixardes atrair por tarefas
secundárias em prejuízo de vossas designações eternas, como dar a luz e criar
os filhos espirituais de vosso Pai Celestial. Orai fervorosamente a respeito de
todas as vossas decisões.” Difícil hoje em dia até mesmo para nós, mulheres da
Igreja, aceitar tamanha designação. “Isso é um disparate”, diriam as
feministas. “Mas vou ficar doida em casa o dia inteiro” diria aquela que adora
sair para passear. Talvez a minha visão seja machista do ponto de vista do
mundo, mas a verdade é que cada vez que vejo minha filha de 2 anos dizendo
“Não, obrigada” quando lhe ofereço algo que não quer, sei que fiz a escolha
correta. Por muito tempo acreditei que ficar longe delas ao menos algumas horas
por dia seria incrível! Vejo outras mulheres que trabalham fora do lar, que
parecem estar vivendo mais alegres e desenvolvendo melhor seus talentos. Tem
dias difíceis, claro, como em qualquer outro emprego. Há ocasiões em que ser mãe é quase
insuportável, e desanimo com a necessidade de atenção que elas precisam. E claro,
ás vezes precisamos do nosso tempo, mas sei que o Senhor vai nos abençoar com
força e paciência, simplesmente porque fizemos a escolha correta.
Isso não quer
dizer que a mulher não vá encontrar problemas e frustrações ao criar a família.
Muitas vezes dizemos num momento de desânimo: “Às vezes gostaria que meus
filhos esquecessem como se chama mãe!” Para enfrentar os problemas que
encontramos diariamente, precisamos ter muito amor, fé, paciência, força física
e emocional. É natural estarmos cansadas no final de um dia estressante, mas
nada como um beijinho carinhoso de boa noite para nos fazer esquecer qualquer
dificuldade.
O papel de mãe
é uma oportunidade imperdível de prestar serviço ao próximo e ajudar o Senhor a
cuidar de suas ovelhas. Antes de nascerem nessa Terra através de nós, nossos
filhos viviam com o Pai Celestial, que nos confiou a imensa responsabilidade de
cuidar de Seus filhos espirituais. Todos os dias a mãe tem inúmeras oportunidades
de ensinar coisas relativas ao Evangelho e ao mundo em que vivemos. A atitude e
dedicação com que realizamos essa tarefa
determinará, em parte, quão ávidos de conhecimento nossos filhos serão
durante toda a sua vida. Ensinamos muitas coisas a nossos filhos, mesmo sem
perceber, pelo exemplo. Nossos filhos irão copiar nossos hábitos e manias, eles
observam nossas atitudes, a maneira como tratamos os outros e como encaramos
nosso papel nesta vida. Nosso comportamento também afeta o sentimento deles a
respeito de si mesmos. Nosso Pai Celestial confiou seus espíritos aos nossos
cuidados – não as nossas mães, irmãs, babás ou creches, mas a nós. A maternidade
foi uma profissão cheia de honras muito antes de todas as outras profissões e
passatempos que hoje em dia afastam as mulheres de seus lares.
Nem todas as
recompensas que a mãe recebe provêm de ajudar seus filhos a crescer e se
desenvolver. Ela mesma também se desenvolve nesse processo, aperfeiçoando seus
talentos e habilidades ao fortalecer sua família e outras pessoas. Embora as exigências
de ser mãe limitem nosso desenvolvimento, por algum tempo, não precisamos
renunciar ao nosso próprio desenvolvimento intelectual e cultural, só porque
temos que cuidar da família. As vezes as mulheres precisam trabalhar fora. As
mulheres devem estar preparadas para trabalhar. Muitas mulheres trabalham para
sustentar sua família, seja por que o marido faleceu, ou não pode mais trabalhar.
Ou porque as necessidades básicas da família não conseguem ser atendidas somente
com o salário do marido. Ou mesmo doenças inesperadas tornam necessário um
ganho extra. Certo bispo disse uma vez: “Pais e mães, antes de decidirem se precisam
de mais dinheiro, e que a mãe deve trabalhar para ganha-lo, permitam-me que
lhes aconselhe: Dirijam-se primeiramente ao Senhor em oração e recebam o
consentimento divino. Antes de tomarem qualquer atitude, certifique-se de que
ele concorda.” Na ultima conferência de estaca o Elder Godoy disse que devemos
ser sábios com respeito a necessidade. A mãe trabalhar fora para ajudar no
sustento da família é diferente de trabalhar fora para garantir o conforto da
família. Ele disse claramente que não há escola particular, ou um sofá mais
macio que irá fazer diferença na vida do seu filho do que a educação e cuidados
fornecidos pela mãe no lar. Devemos ser sábios e pedir ao Senhor orientação
para diferenciarmos a necessidade do desejo. Devemos nos certificar se as
necessidades realmente não podem ser atendidas por meio de um orçamento mais
cuidadoso e da produção doméstica, como por exemplo no plantio de hortas, ou na
produção de seus próprios alimentos, nos tornando cada vez mais
auto-suficientes.
Mesmo assim devemos
estar prontas e nos qualificarmos tanto para cuidar da casa como para ganhar o
suficiente para sustentar a si mesma e à família. Toda mulher casada pode ficar
viúva de repente. A perda de nossos bens pode ocorrer tão rápido quanto a morte
ou doença do marido. Assim, toda mulher pode ser obrigada a ganhar o seu
próprio sustento e ajudar a sustentar os filhos. Se ela foi treinada para os
deveres e emergências da vida, será muito mais feliz e terá muito maior
segurança. Mesmo sendo incentivadas a cuidar dos filhos e tornarmos essa nossa
principal ocupação, principalmente quando são pequenos, ainda assim devemos nos
preparar para ganhar a vida fora de casa. A mãe que de repente descobre que
precisa trabalhar para sustentar sua família, além de realizar seus deveres
domésticos, precisa estar preparada. Se ela já se preparou com antecedência,
melhores oportunidades surgirão e ela pode conseguir emprego com mais
facilidade. Não devemos esperar que o governo ou a Igreja cuidem de nossas
necessidades, se pudermos trabalhar. Quando procurarmos aprender um trabalho devemos
decidir o que realmente gostamos de fazer, e se possível, escolher algo que nos
interesse. Em seguida devemos aprender tudo que pudermos a respeito. Sempre
devemos orar pedindo ajuda ao tomarmos uma decisão. Devemos pedir ao Pai
Celestial que nos guie, a fim de podermos encontrar formas de nos preparar. Ao
invés de esperarmos pra ver o que o Senhor fará por nós, devemos perguntar à
ele o que podemos fazer por nós mesmos. As escrituras advertem que não devemos
ser preguiçosos. Os líderes da Igreja nos incentivam repetidamente a sermos
auto-suficientes, cuidando de nossas próprias necessidades.
Todas nós
devemos estar preparadas para o que a vida nos aprontar, seja cuidando de
nossos filhos, ou sustentando sozinha nossa casa. E devemos começar desde já a
desenvolver nossos talentos, mesmo que não consigamos enxergar quando o
utilizaremos. E precisamos do apoio de nossos maridos nessa jornada.
Lembremos que a
maternidade é um chamado sagrado, e no lar podemos encontrar nossa maior
realização. Sejamos sábias quando nos depararmos com a necessidade de trabalhar,
ou para as que trabalham, com a necessidade de criarmos nossos filhos. Vamos
orar sempre e pedir orientação ao Pai Celestial, vamos refletir e estudar em
nossa mente, para que façamos a escolha correta para nós e nossa família. Eu
sei que essas coisas são verdadeiras e vejo todos os dias em minha casa a
comprovação dessa verdade. Sei que a melhor coisa que fiz pra minha vida, de
minhas filhas e de meu casamento foi estar preparada para assumir meu lar, sem
vergonha de dizer que sou dona-de-casa. O Senhor está ao meu lado e sinto Seu
Espírito todos os dias me confirmando essas coisas.
“Portanto, não
vos canseis de fazer o bem, pois estais construindo o alicerce de um grande
trabalho. E de pequenas coisas provem as grandes.” D&C 64:33
Esses são alguns pedaços de um discurso que dei há alguns domingos atrás. Mas li esse post e esse post e achei pertinente compartilhá-lo.
Vale a pena ler também (assuntos mais ou menos relacionados):
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- Mamãe 24 horas - Terceiros
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Um comentário:
Vc não sabe o tanto q eu tava precisando ouvir uma coisa dessas hoje....exausta e querendo chorar de cansaço e desanimo com a vida....:) OBRIGADA Camila....obrigada mesmo!
bjus no coraçao!
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