domingo, 8 de abril de 2012
Mãe de Duas: Desenformação ( ou o processo de tirar da fôrma)
Mãe de Duas: Desenformação ( ou o processo de tirar da fôrma): - Mãe, posso brincar? - Não. Você tem que fazer a lição de casa e estudar. Esse diálogo tem sido bastante comum aqui. Stella, aos seis an...
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Copiando...
Tive que copiar isso! É EXATAMENTE isso que sinto e passo todos os dias.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
O quarto (ou esclarecendo)
Eu não acho a cesárea ruim, pelo contrário! Salva milhões de vidas todos os dias! Eu escolhi uma cesárea, e não me arrependo (mais)! Hoje o que eu acho é que ela poderia ter sido conduzida de uma forma diferente.
Eu não culpo médico nenhum! Acho que cada um tem sua forma de agir e pensar e não é culpa deles que as coisas estão dessa forma. Lógico que existem os mau-caráter (s?) como em todo lugar que você vá, como em qualquer coisa que você fizer inclusive na briga pela humanização do parto!
O que me intriga e é o que me faz gostar disso tudo é a falta de conhecimento das pessoas, a dificuldade em ter acesso a informações corretas para fazerem suas escolhas, QUAISQUER que sejam elas!
E o que me faz entrar nessa questão ( e querer fazer parte da "luta") é querer que a partir do momento que a gestante ESCOLHEU a forma que seu filho virá ao mundo, ela tenha recursos ou meios pra tornar sua vontade realidade e depois não seja julgada por isso! Porque hoje parto natural não é pra todo mundo! Porque hoje cesariana não é pra todo mundo. Porque hoje nosso poder de escolha está enfraquecido, muitas vezes por acatarmos tudo o que nos dizem, muitas vezes por falta de estrutura em hospitais, muitas outras tantas vezes porque não temos a mínima idéia do que escolher e deixamos as coisas acontecerem pra reclamarmos depois.
E existem pessoas radicais demais e isso me enlouquece! Tenho preguiça de gente radical, que não tá aberto a opiniões diferentes. Que te julgam como mãe pela forma que seu filho veio ao mundo, fala sério né? Cada um tem sua opinião, e nada melhor que respeitá-las mesmo não concordando!
Bom, essa é a MINHA opinião, o MEU motivo..... É por isso que estou escrevendo tudo isso aqui!
P.S.: outro dia li um relato de uma mulher que depois de algum tempo em trabalho de parto escolheu uma cesariana! Li vários de mulheres que optaram por receber anestesia, mesmo pouca, mas para aliviar. ISSO me empolga, a escolha delas foi feita, a vontade prevalecida! Mas não é pra todas. Se uma mulher entrar em trabalho de parto no SUS, quantas delas poderão tomar anestesia se quiserem? Quantas delas poderão escolher se vão tomar ocitocina ou não? Quantas delas poderão optar por uma cesárea? E se elas quiserem um parto natureba, quantas delas poderão pagar médicos e doulas e hospitais particulares, ou terão o apoio do SUS?
Eu não culpo médico nenhum! Acho que cada um tem sua forma de agir e pensar e não é culpa deles que as coisas estão dessa forma. Lógico que existem os mau-caráter (s?) como em todo lugar que você vá, como em qualquer coisa que você fizer inclusive na briga pela humanização do parto!
O que me intriga e é o que me faz gostar disso tudo é a falta de conhecimento das pessoas, a dificuldade em ter acesso a informações corretas para fazerem suas escolhas, QUAISQUER que sejam elas!
E o que me faz entrar nessa questão ( e querer fazer parte da "luta") é querer que a partir do momento que a gestante ESCOLHEU a forma que seu filho virá ao mundo, ela tenha recursos ou meios pra tornar sua vontade realidade e depois não seja julgada por isso! Porque hoje parto natural não é pra todo mundo! Porque hoje cesariana não é pra todo mundo. Porque hoje nosso poder de escolha está enfraquecido, muitas vezes por acatarmos tudo o que nos dizem, muitas vezes por falta de estrutura em hospitais, muitas outras tantas vezes porque não temos a mínima idéia do que escolher e deixamos as coisas acontecerem pra reclamarmos depois.
E existem pessoas radicais demais e isso me enlouquece! Tenho preguiça de gente radical, que não tá aberto a opiniões diferentes. Que te julgam como mãe pela forma que seu filho veio ao mundo, fala sério né? Cada um tem sua opinião, e nada melhor que respeitá-las mesmo não concordando!
Bom, essa é a MINHA opinião, o MEU motivo..... É por isso que estou escrevendo tudo isso aqui!
P.S.: outro dia li um relato de uma mulher que depois de algum tempo em trabalho de parto escolheu uma cesariana! Li vários de mulheres que optaram por receber anestesia, mesmo pouca, mas para aliviar. ISSO me empolga, a escolha delas foi feita, a vontade prevalecida! Mas não é pra todas. Se uma mulher entrar em trabalho de parto no SUS, quantas delas poderão tomar anestesia se quiserem? Quantas delas poderão escolher se vão tomar ocitocina ou não? Quantas delas poderão optar por uma cesárea? E se elas quiserem um parto natureba, quantas delas poderão pagar médicos e doulas e hospitais particulares, ou terão o apoio do SUS?
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
O terceiro (ou teoria Tropa de Elite)
Hoje vejo que tudo faz parte de um sistema.... Não adianta culparmos as outras pessoas pelas nossas escolhas ou pelo jeito que as coisas andam!
Ouço sempre todo mundo dizendo que médico disse que seu filho era grande demais pra ser parto normal, que tava com o cordão enrolado no pescoço, e vejo a forma como as pessoas julgam esse tipo de atitude. Não culpo os médicos, de jeito nenhum!! Alguém já parou pra pensar que eles estudaram por anos, a faculdade às vezes foi cara, integral, muitos queriam ser médicos mais pelo status do que necessariamente em ajudar as pessoas, achando que iam ficar ricos, porque médico ganha bem, escolhem a obstetrícia por afinidade ou sonho, e quando chegam no final, vêem que nem tudo são flores? Os hospitais públicos não tem infra-estrutura pra receber muitas parturientes de uma vez só, ainda mais demorando 12, 20, 30 horas de trabalho de parto.... No particular, o que na maioria significa convênio médico, eles recebem uma mixaria, e até eu ia preferir fazer o que me deixa ir pra casa mais cedo, receber mais, organizar minha agenda, por favor galera, vamos ser realistas, nem todo mundo tá aqui no mundo pra poder viver as custas de ajudar os outros, afinal de contas, todo mundo quer viver com conforto e poder dar o melhor pros filhos. E falando nisso, vocês já pensaram nos filhos dos obstetras? Caraca, seu pai/mãe sai no meio da sua festa de aniversário, ou no Natal, ou de madrugada, ou na hora do almoço pra poder ficar sei lá quantas horas a serviço de uma mulher que você nem nunca viu, e você, filho, ia achar lindo!!! Por isso não culpo os médicos. Eu acredito que muitos médicos realmente acreditam que a cesárea é a melhor opção por tudo que viram na faculdade. Eu acredito que muitos médicos estão cansados, e te deixam escolher o que você quiser, e tomara que seja uma cesárea. Acredito que tantos outros não te mostram o benefício do parto normal porque é mais fácil pra eles. E eu também acredito naqueles que te dizem que o parto normal é loucura, que se você não fizer uma cesariana corre risco de morrer, você e o seu filho, só de sacanagem, porque te enxergam como uma carteira aberta, pura e simplesmente. Tudo faz parte do sistema....
E se eu quero fazer um parto natural, que tipo de resistência eu vou encontrar? TODA! A maioria vai te achar louca, um outro tanto vai tentar de levar num médico ótimo pra te convencer do contrário, um outro tanto vai te dizer que viu um parto assim, e tá doida, aquilo é anormal. É CULTURAL. Está enraizado no povo. Mas tem a resistência financeira, essa é difícil lutar contra.... Eu não conheço parteira que aceita seu convênio médico (se tiver por favor, é novidade pra mim, me perdoem). E se você não tem convênio médico? Particular... Doula também custa $$ (e não a sua carteirinha da Unimed). E elas tem que cobrar mesmo, ninguém trabalha de graça todo dia, o tempo todo. E será que na sua cidade tem hospital que tenha espaço pra você encher uma piscina? Se você não tem dinheiro nem convênio, aí minha amiga, você não tem direito a escolher o jeito que você quer parir! Volto a dizer, tudo faz parte de um sistema...
Nas cidades grandes existem casas de parto, ongs, etc.... Os particulares já enxergaram que precisam se adaptar e alguns tem salas especiais para parto natural humanizado. Existem milhares de pessoas lutando honestamente por essa causa. Mas ainda é uma batalha gigantesca pra poder tornar a forma de parir uma ESCOLHA acessível pra todas as gestantes...
É imaturo e ignorante a gente achar absurdo quem ainda escolha pela cesárea... É burrice a gente culpar o médico e achar que só depende dele pras coisas mudarem....
Precisa começar lá no começo, no berço... Precisa mudar lá na faculdade.... Precisa mudar lá no governo, onde se trata a saúde pública.... E lá nos convênios também!
É, "o sistema é foda, parceiro"... (Capitão Nascimento, Tropa de Elite 1 e 2)
Leia também:
domingo, 8 de janeiro de 2012
Mago: brincadeira de Ano Novo
Tá rolando um sorteio de uma maleta de confeitaria lá no blog da Mago!
Pra participar, é só seguir o blog deles, que é super legal, cheio de dicas pra quem gosta de confeitar!!!
www.blogmago.com.br
As instruções de como participar estão aqui!
E eu queroooo!!!!!
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sábado, 7 de janeiro de 2012
O segundo...
A verdade é que nunca pensei muito a respeito do meu parto. Eu tinha medo, do desconhecido, do que as pessoas falavam, da dor do normal, e da anestesia de uma cesárea. Uma amiga havia me dito uma vez que "se entrou, de alguma forma vai sair, então não me preocupo mais com isso", e foi exatamente o que fiz. Não quis pesquisar sobre partos, nem ver vídeos de partos normais, porque eu só ouvia coisas cabeludas. Todas as pessoas que eu conhecia que já haviam engravidado, ou fizeram cesárea ou tiveram um parto normal por falta de condições financeiras e achavam que eu estava louca, já que poderia escolher. Eu tinha uma amiga que escolheu o parto normal, por medo da anestesia. Eu queria parto normal por ser melhor pro neném, pra mãe, pra recuperação e pro leite, entre tantas vantagens. Pronto, tava decidido, mas também não quis saber mais sobre o assunto. Eu confiava na médica (e ainda confio) que nós havíamos escolhido meses antes de engravidar, o que ela dissesse eu teria acatado, não sem relutância, mas provavelmente teria me vencido. Eu não teria conhecimento suficiente pra poder argumentar qualquer que fosse o assunto. Não a culpo, nem médico nenhum pelas escolhas que eles fazem por milhões de motivos, mas isso é um assunto pra outro post.
Eu sentia que ela não me dava todo o apoio que precisava para um parto normal, mas eu realmente não me preocupava com isso. E como já disse aqui no blog, no final de tudo, fiquei aliviada de ter sido escolhida pelo parto, e não escolhido. Claro, que seria possível ter um parto normal com a Melissa sentada, mas mesmo com o que sei hoje, eu não faria. Não tenho tanta coragem assim.
Eu cresci com a imagem que minha mãe fazia da minha avó. Eu também tinha essa imagem dela. Poucas vezes ouvi minha vó materna comentar sobre a vida dela, e nunca com alegria em relembrar, sempre havia um sofrimento no fundo, sempre me mostrando como foi difícil a vida dela, implícito nas suas expressões e no tom da sua voz. Minha vó teve 11 filhos, 9 deles na roça braba, sem luz elétrica nem água encanada. Todos com parteira. Na forma como as coisas eram contadas, minha vó sofreu pra caramba pra botar estes filhos no mundo. Uma das minhas tias nasceu com o cordão enrolado no pescoço, foi um parto super díficil, e ela nasceu roxinha, quase morreu (naquela epoca neh?). Reza a lenda que essa é a culpa pros seus problemas psicológicos (ela é meio desmiolada mesmo). Ouvia as histórias de como minha vó TINHA que "dormir" com meu avô e vivia reclamando, ô dificuldade. Numa dessas ficou grávida e não queria mais filhos, e rejeitava, pensou em dar este bebê quando nascesse, e por isso a baixa-estima do dito cujo. Com o passar dos anos, descobri abortos (pois é, no plural) entre tias, e ficava assustada com a capacidade do sexo em transformar pra pior as nossas vidas. Fora o que a gente aprendia na catequese. Até quando minha mãe dizia que minha irmã foi feita no susto, não era pra ter sido naquela hora, eu já imaginava mil coisas. (Por isso tenho muito medo das coisas que falo perto das meninas, porque elas fantasiam, imaginam e interpretam do jeito que elas conseguem compreender, afinal, isso não é bem assunto de criança, e isso é que vai formando a opinião delas sobre as coisas).
Cresci acreditando que o sexo deveria ser somente pra procriação, e como eu definitivamente não queria ter filhos, não queria todo esse sofrimento pra mim, se quisesse casar comigo ia viver na lei seca. Os sentimentos eram meio contraditórios pouco antes do meu casamento, mas faz parte :o)
Sabendo disso tudo, eu pergunto: vocês realmente acham que eu ia querer saber de parto, que dirá normal?
Mas ao mesmo tempo que via as coisas ruins, cresci subindo em pé de jabuticaba, cutucando a manga com um bambu pra poder comer a mais docinha. Cresci tomando banho de cachoeira, e deixando minha tia me tirar bicho de pé. Tomando mel com limão pra sarar gripe e pisando em bosta de vaca. Cresci numa casa pequena, mas que tinha um quintal que era pura horta da minha mãe, que pegava a couve fresquinha pra hora do almoço. Tocando as galinhas pra poder pegar os ovinhos que as vezes estavam quentes de choca. Aprendi a ler nas letrinhas que minha tia desenhava na casca da laranja. E nas férias eu nem sabia o que era televisão. Gosto do natural. Não gosto de remédios. Não gosto de nada que atrapalha o processo natural do meu corpo de agir. Não tomo nem anticoncepcional.
Hoje vejo que é tudo uma questão de cultura. Infelizmente, pro bem (leia-se bolso) da minoria, as pessoas não acreditam no natural. Nem no parto, nem alimentação, nem nada. Simplesmente porque parece um pouco mais complicado. Não estão acostumadas mais. A tecnologia, e a velocidade com que as coisas são feitas e a facilidade com que chegam as nossas mãos (assim como são manipuladas, tanto a informação quanto a alimentação), tornam nossa vida mais simples. Talvez não saudável, mas beeeem mais simples. E é lógico que precisamos acreditar que essa é a melhor forma. O saudável hoje nos parece loucura. Quem só come orgânicos é fresco, quem quer parto natural é louco. E pra minha tristeza, o que antes era normal e natural, hoje é caro, é diferente, é esquisito, chega a ser burrice. Não quero impor minhas idéias e opinião, nem acho que as coisas deveriam ser exatamente como eram antigamente mas sei que nem todo mundo tem acesso as informações corretas e necessárias para fazerem suas escolhas, quaisquer que sejam elas.
E agora, quando penso no meu segundo parto hoje, só consigo pensar que, talvez não tivesse sido natural, custa caro aqui nas minhas bandas, mas provavelmente teria sido tudo diferente, humanizado eu diria!
MALDITA FALTA DE CONHECIMENTO!
O primeiro você lê aqui.
MALDITA FALTA DE CONHECIMENTO!
O primeiro você lê aqui.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Confesso...
- eu confesso que no começo, tive medo de não gostar da Clarissa como gosto da Melissa! Com a Melissa descobri que o amor é construído e já era tão forte e sólido, que achava quase impossível amar mais alguém dessa forma! E putz, como tô APAIXONADA na minha branquela! Que menina mais gostosa, a Clarissa é linda, e eu a amo taaanto que nem acredito! SIM, amor de mãe não acaba mais e nem tem diferença! Pode ter até afinidades diferentes no futuro, mas o amor, ah, esse é igual e imenso.
- eu confesso que se eu tiver uma complicação no 3o na hora do parto (se houver 3o) e tiverem que escolher entre eu e meu bebê, por favor, ME escolham! Ainda tenho duas nenéns precisando de mim, posso engravidar de novo, não vai ter 3 filhos meus no mundo sem que eu possa cuidar (ao invés de 2 aos meus cuidados) e na eternidade, poderei cuidar e beijar, e amar muito aquele que infelizmente não sobreviveu! Não tenho medo da morte, mas não POSSO morrer agora, compreende? Quem garante que meu marido vai saber escolher a outra que vai educar as minhas crias?
- eu confesso que penso em adotar um terceiro, porque, apesar de adorar estar grávida, engorda..... Já tô começando a gostar do pesinho que perdi e aprender a lidar com as mudanças que meu corpo sofreu, e começar tudo de novo...... Egoísta da minha parte? Não necessariamente. Tem muita criança precisando ser adotada por aí.
- confesso também que as vezes nem quero o terceiro filho. Só quero parir. Quero o prazer de ficar grávida, de amamentar, e também quero experimentar uma contração pelo menos. Não o trabalho que o filho dá. Não sem alguém pra me ajudar. Queria poder ter um parto natureba pelo menos pra dizer que tive (sou meio doida assim mesmo, tenho que experimentar. Se gostar repito, se não gostar, não pode dizer que nunca fiz. Experimento nem que seja pra dizer que fiz/fui/comi).
- confesso que muitas vezes me pergunto onde que tava com a cabeça quando resolvi ter filhos. Que idéia de jerico... Dá uma vontade de poder ficar a toa o dia inteiro, de fazer o que eu tiver vontade na hora que der vontade, do silêncio absoluto e de não ter nada pra me preocupar, como NUNCA mais vou poder fazer na vida. Mas passa, posso garantiar que com um beijinho passa logo.
- confesso que uso a televisão como babá. Ah, foi mal, mas tem hora que não tem jeito. Talvez até tenha jeito, mas, ou eu desconheço, ou não quero trocar. E é só um pouquinho, juro.
- confesso também que não tinha nada de útil pra fazer ou escrever mas precisa confessar essas coisas....
- ah, e também confesso que confessar isso aqui no blog, é quase que não confessar nada :oP
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